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Saiba mais sobre o REA e como o conceito impacta a rotina em sala de aula

Com a digitalização cada vez mais frequente na sala de aula, você, professor, com certeza já buscou conteúdos e recursos educacionais na web para complementar seu plano de ensino. É neste contexto que entra o que chamamos de recursos educacionais abertos, ou REA. Pode parecer algo simples, mas o uso de informações disponíveis na internet para a sala de aula deve respeitar algumas regras, especialmente a de direitos autorais.

Para entender como o REA funciona e como ele pode apoiar a construção de uma sala de aula mais interativa e interessante, veja aqui a aplicação do conceito e as implicações envolvidas.

Afinal, como surgiu o REA?

O conceito de recursos educacionais abertos não é exatamente recente. Ele foi levantado em 2002, no fórum da Unesco e, a partir de então, discussões globais a respeito do REA passaram a integrar a rotina dos educadores.

Basicamente, o REA defende o uso em sala de aula de conteúdo e informação aberta e disponível para download na web. A ideia é complementar e atualizar os ciclos de ensino e trazer para  o ambiente de aprendizagem discussões que já percorrem outros âmbitos. Pode-se entender como REA recursos como:

– Obras literárias;

– Pesquisas educacionais e de mercado;

– Videoaulas e palestras;

– Planos de aula e atividades pedagógicas.

Entre as vantagens do REA para a sala de aula estão, por exemplo, a inovação educacional, a abordagem multidisciplinar e a oferta de conteúdos que chamem mais a atenção dos estudantes, proporcionando um ensino de qualidade e mais interessante.

Mas o que devo observar em relação ao REA?

É importante, no entanto, entender que mesmo que os materiais utilizados em sala de aula sejam abertos e disponíveis até mesmo para download na web, regras de direitos autorais precisam ser preservadas.

Apesar da democratização e do estímulo à educação continuada, o conceito do REA ainda não tem base legal totalmente formulada. No Brasil, por exemplo, é importante se atentar à Lei dos Direitos Autorais (Lei n°. 9.610/1998), que traz inúmeras restrições, até mesmo quando a finalidade do uso dessas produções é educativa.

Importante salientar que as leis e regras relacionadas ao direito autoral, preservação de uso de imagem e compartilhamento de conteúdos varia de acordo com cada país. Antes de utilizar conteúdos estrangeiros, por exemplo, é importante avaliar se esta prática não viola alguma regra da nação de origem do conteúdo.

Como utilizar o conceito de REA com respaldo legal?

Para incentivar o compartilhamento de materiais educativos e criativos, algumas iniciativas globais estão cada vez mais presentes. Uma delas é a ONG Creative Commons (CC), que padroniza o formato de distribuição de conteúdo, facilitando o compartilhamento para fins educacionais.

Portanto, uma boa dica para tornar a sala de aula mais interativa e atual, é utilizar materiais que tenham o selo da Creative Commons em sua descrição. Assim, há a garantia de que o direito autoral está preservado e que não há nenhum contratempo legal com o uso e compartilhamento do material.

Respeitar as bases do REA, que incentiva o respeito aos autores dando a eles o devido crédito, também é importante para a formação dos alunos.  Estimular a pesquisa ética é essencial, e ao entender que a escola utiliza o REA a fim de transmitir informação sem desvalorizar os autores, os estudantes tendem a adotar essa prática também. Afinal, conteúdo livre não quer dizer conteúdo sem autoria.

3 bases de conteúdo para usar com segurança em sala de aula

Se você está buscando materiais interativos e dinâmicos para fomentar o ensino, mas ficou em dúvida sobre os direitos autorais, algumas plataformas vão facilitar sua rotina. Elas seguem o conceito de recursos educacionais abertos e já são reconhecidas pelo universo pedagógico. Seguem aqui 3 delas, para incluir na sua rotina de pesquisas:

– Portal do Professor: plataforma do Ministério da Educação que reúne uma série de conteúdos para auxiliar em sala de aula;

– Banco Internacional de Objetos Educacionais: neste endereço o MEC traz conteúdos separados por nível de ensino;

– Domínio Público: acervo global de livros, pesquisas e conteúdos que vão impactar a rotina da sua sala de aula.

Gostou das nossas dicas para tornar sua rotina interativa e a aprendizagem mais atrativa para os alunos? Deixe nos comentários outras iniciativas que sua instituição já adota!

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